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Antigos Directores:

 

Dr. João Leão de Meireles

1975 - 1982


Dr. Manuel de Sá Correia

1982 - 1985


Dr. José Alberto Rodrigues

1985 - 1988


Dr. Luis Neves de Carvalho

1988 - 1996


Dr. Jorge Almeida Ferreira dos Reis

1996 - 2000

 


 

História

 

O primeiro Hospital de Viseu foi o Hospital das Chagas, pertencente à Misericórdia, actual edifício da Polícia de Segurança Pública, instituído entre 1565 / 1585 (?) por Gerónimo Braga e sua mulher Isabel de Almeida, junto da igreja de S. Martinho ( extinta), para nele se tratarem os doentes que não excedessem os três meses de curativo. A sustentação dos doentes ficava a cargo da Santa Casa, assim como a sua admissão.

O tempo trouxe-lhe a deterioração e a exiguidade, pelo que o Bispo D. Júlio (Julius Franciscus de Oliveira) o reedificou e ampliou, à sua custa, entre os anos de 1758 e 1760. No entanto, é de salientar que já em 1705 o Bispo D. Gerónimo Soares havia feito importantes obras na enfermaria deste Hospital para que os homens estivessem separados das mulheres. Em 1760 existiam duas enfermarias para homens e mulheres com quarentena e oito lugares além dos do venéreo; juntamente, havia uma especial casa separada com roda, para crianças enjeitadas.

O mesmo Bispo, no ano de 1764, doou à Misericórdia a importante soma de dez contos de reis em dinheiro destinados ao Hospital.

Recebeu ainda a Santa Casa muitas esmolas de diferentes Bispos e particulares, pelo que , no fim do último século, dispondo já de bastantes recursos e sendo o seu Hospital muito pequeno, resolveu edificar outro mais novo, denominado de Hospital Novo.

Caetano Moreira Cardoso, da cidade de Viseu, doou à Misericórdia um olival sito a S. Martinho, junto à Quinta do Serrado para aí se edificar um novo Hospital. Mais tarde os Marqueses de Sub-Serra doaram também um olival que tinham dentro da cerca do Hospital.

A primeira pedra foi lançada pelo Bispo D. Francisco Moreira Pereira de Azevedo no dia 29 de Março de 1793.

D. Maria I. por provisão de 12 de Fevereiro de 1799 obrigou todos os concelhos da antiga Comarca de Viseu a pagarem um real de contribuição por cada quartilho de vinho e arrátel de carne em favor das obras do dito Hospital; muitos concelhos, alegando a sua distância à sede da comarca, não quiseram sujeitar-se à contribuição. Alguns foram compelidos judicialmente, outros não pagaram pelo que mais tarde, , aberto o novo Hospital, a Misericórdia se recusou aceitar doentes pobres daqueles concelhos a não ser mediante uma avença com as respectivas câmaras.

Ignora-se quem fez a planta do Hospital mas sabe-se que o Mestre - Pedreiro Jacinto Mattos, de Vilar de Besteiros arrematou as paredes por 30.000.000 de reis e o Mestre Manuel Ribeiro de Viseu arrematou as obras de madeiramento e ferragens por 13.600.000 reis.

A construção correu lentamente e esteve alguns anos suspensa por falta de dinheiro e por causa da Guerra da Península e guerras civis posteriores.

Recebeu o Hospital os primeiros doentes em 1842 estando ainda inacabado. É neste ano que se fez o grande portão de ferro da entrada para o edifício, onde se colocou a data.

Em 1876, fez-se a bela escadaria semi – circular exterior, na entrada para o grande terreiro ajardinado em forma de paralelogramo, e que toma toda a frente do edifício. A construção prolongou-se por 49 anos, tendo as despesas ascendido a 185.482.206 reis.

Este edifício é considerado o primeiro de Viseu pela sua vastidão, majestade e solidez e pelo asseio que nele se nota.

Situa-se a sul de Viseu, em terreno enxuto, alegre e vistosíssimo, a pequena distância da cidade e no seu ponto mais alto, pelo que a Santa Casa da Misericórdia lhe colocou três pára-raios para o defender das faíscas eléctricas.

Do Hospital se descobre um vastíssimo horizonte limitado a Oeste e Noroeste pelas Serras da Gralheira e Caramulo, a Sudoeste pela Serra do Buçaco, a Sul e Soeste pela Serra da Estrela.

Este Hospital tem dois pavimentos, tendo quatro enfermarias com os nomes de São João, S. Francisco, Sant’Ana e Senhora das Dores

Tem mais duas enfermarias para os Irmãos da Misericórdia, alguns quartos para pensionistas, compartimentos para alienados e presos doentes, casa de banho, casa de autópsias e casa mortuária.

O movimento assistencial ( os primeiros dados tratados), deste Hospital, em 1855, foi o seguinte:

Calcula-se o movimento anual em 1990 doentes, sendo o número de óbitos de 6%, para uma despesa total de 13.500 reis, compreendendo dietas e medicamentos, ordenados dos facultativos e enfermeiros, etc..

O serviço clínico foi feito por seis facultativos, sendo um deles operador.

 


 

O NOVO HOSPITAL DE SÃO TEOTÓNIO

(Abertura em 14/7/1997)

 

Implantação

Está implantado num terreno com cerca de 15 hectares que é limitado a Norte pela Estrada de Circunvalação, a Nascente pela Radial de São Caetano, a Sul pela Periférica da Quinta da Pomba e, a Poente pela EN 592. Esta organização viária circundante permite uma acessibilidade fácil e rápida ao Hospital, tanto para quem venha do centro como de fora da cidade.

Área envolvente

A entrada no recinto do Hospital, que é totalmente vedado, faz-se por intermédio de duas portarias: Uma principal para acesso a doentes, pessoal e visitas e uma secundária para o serviço de abastecimentos e saídas de funerais.

O espaço envolvente do edifício é preenchido com zonas ajardinadas, passeios, estacionamentos, arruamentos e Heliporto.

As áreas ajardinadas englobam os relvados, zonas herbáceas de revestimento e arbustos, áreas dotadas de rega automática por aspersão. As árvores dispersas por toda a envolvente estão dotadas de rega automática gota a gota.

O número total de lugares de estacionamento é de 1160, dos quais 85 ficam situados no piso 0 do edifício, estando os restantes distribuídos, estrategicamente, junto das várias entradas do Hospital.

Estão definidos percursos pedonais nas ligações entre estacionamento e as diversas entradas no Hospital. Acompanhando a alameda principal há uma sucessão de elementos de água , terminando num espelho de água, na praça central, o que confere frescura e sonoridade ao percurso.

Uma rede principal de arruamentos dá acesso às Urgências, Admissão de Doentes e Entrada Principal. Uma rede secundária dá acesso à cozinha, Farmácia, Aprovisionamento, Zona Industrial e Casa Mortuária. Há ainda uma rede terciária para acesso às zonas de estacionamento. Todos estes arruamentos estão dotados de sinalização vertical de aproximação, de orientação de transito e de sinalização horizontal, constituída por setas no pavimento a passadeiras para peões.

O Heliporto destina-se ao acesso ao Hospital por via aérea e situa-se a Sudoeste do edifício hospitalar

Concepção

Foram as seguintes as preocupações dominantes na concepção do Hospital :

 

Volumetria

O edifício principal do Hospital ocupa uma área de implantação de 21.000 m2 e a volumetria atingida separa, claramente, a área do pódio, da área do corpo vertical de internamento, integrando funcionalmente o conjunto numa rede comum de circulações.

A nivel do pódio e para que os serviços nele incluídos, que não comunicam directamente com as fachadas, tenham luz natural, projectaram-se espaços interiores, abertos, que asseguram a correcta iluminação e ventilação dos compartimentos adjacentes. Estes espaços são acessíveis e alguns foram integrados nos Serviços contíguos, caso da Medicina de Reabilitação, Pediatria, etc.

A adaptação do edifício ao terreno, com uma pendente de 5% no Sentido Noroeste – Sudoeste, foi também elemento condicionante da volumetria, facilitando entradas no Hospital a níveis diferentes

As zonas de entrada de público e doentes foram objecto de cuidada atenção, visto que é no primeiro contacto das pessoas com a Instituição que é causada uma boa ou má impressão. Assim os vestíbulos da Entrada Principal, Admissão de Doentes e Urgência foram devidamente tratados a nivel de interiores.

Evitou-se a orientação dos locais de permanência dos doentes a a Poente e a Norte, pelo desconforto que provoca no meses de Verão e de Inverno.

Na fachada Sul dos internamentos e a fim de evitar a penetração directa dos raios solares, nas épocas e horas de incidência mais intensa, projectaram-se elementos metálicos salientes acima das vergas das janelas.

A evacuação de pessoas , em caso de incêndio, nos pisos de internamento faz-se através de 6 escadas exteriores, colocadas estrategicamente nos topos dos corredores e que atingem a cobertura do piso 2. A partir deste nivel, há caminhos de fuga que conduzem a escadas que descem até ao nivel do terreno, previram-se saídas para o exterior, através de portas de emergência.