Internamento  - Regulamento

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Regulamento

 

SECTOR DE INTERNAMENTO

 

I - CARACTERIZAÇÃO

O Sector de Internamento do Serviço de Pediatria é constituído por duas unidades funcionais para internamento, quer do foro médico quer do foro cirúrgico, de crianças e adolescentes, dos 28 dias aos 18 anos. Antes dos 28 dias poderão ser internadas crianças transferidas da unidade de Neonatologia ou directamente da Obstetrícia sempre que a unidade de cuidados intermédios pediátricos tenha ultrapassado a sua capacidade de internamento, visando um melhor aproveitamento da capacidade instalada, e desde que a patologia a tratar não necessite de cuidados intermédios. Depois dos 18 anos poderão ser internadas, excepcionalmente, jovens com deficiência física ou mental que continuam a ser seguidos na consulta externa de pediatria se não houver vagas no serviço no qual deviam ser internados.

Este sector situa-se perto da Urgência Pediátrica, e é um espaço contíguo à unidade de cuidados intermédios pediátricos - Neonatologia, com a qual comunica através de uma porta.

A filosofia do Serviço está de acordo com a Carta da Criança Hospitalizada (Leiden, 1988), e com as demais recomendações quer nacionais quer internacionais que nos servem de orientação para prestar um melhor serviço, cada vez mais humanizado.

As crianças são internadas na enfermaria de acordo com a sua idade, e não em relação com a patologia apresentada. No Serviço há a possibilidade de proceder a isolamento de crianças com doenças infecto-contagiosas, ou outras que impliquem privacidade nomeadamente doentes terminais ou crianças deficientes que necessitam do acompanhamento do pai e da mãe, havendo quartos que podem funcionar para esse fim.

As duas unidades acima referidas possuem 39 camas desde Fevereiro /2007 altura em que se deu a reorganização do Serviço e se criou o Hospital de Dia e que ficaram assim distribuídas:

    1 - Sector Pediátrico (23 camas) – pré-escolar (16 camas) e escolar (07 camas)

    2 - Sector de Adolescentes (16 camas).

    3 - Hospital  Dia – 4 camas (Regulamento próprio)

             Há um organigrama do serviço que é actualizado anualmente.                                

 

II – ESPAÇO

A Enfermaria de Pediatria dispõe de várias instalações, que enumeramos:

1 - Sector Pediátrico:

1.1  - Duas enfermarias com 2 camas cada, para lactentes e crianças até 2-3 anos (4 camas).

1.2   - Duas enfermarias com 4 camas cada, para crianças em idade pré-escolar (8 camas).

1.3   - Dois quartos de 2 camas cada, que também servem para isolamento neste período etário (4 camas).

1.4   - Crianças em idade escolar, 7 camas assim distribuídas;

1.4.1       - Duas enfermarias de 3 e 2 camas (5 camas).

1.4.2       - Uma enfermaria de 2 camas, que também poderá servir de isolamento para este grupo etário.

1.5   - Uma sala de tratamentos

1.6   - Uma sala de preparação de terapêutica e registos de enfermagem.

1.7   - Uma sala de queimados.

1.8   - Uma sala de “brincar”, que dá para o exterior onde há um parque infantil.

1.9   - Uma sala de ortopedia (Gessos)

1.10   - Uma sala de Pais onde são acolhidas de forma privilegiada as pessoas que visitam as crianças e pais e aonde os pais podem descansar e funciona como refeitório para as crianças deste grupo etário.

1.11  - Sala de reuniões com biblioteca privativa do Serviço.

1.12   - Seis gabinetes médicos (Director, Chefe de serviço, Assistentes e Internos).

1.13  - Um gabinete do Enfermeiro Chefe.

1.14   - Um gabinete para Sector da Educação / Assistente Social.

1.15   - Três gabinetes administrativos (secretárias da unidade e secretária da direcção).

 

2 - Sector de Adolescentes:

É constituído por um espaço individualizado só para este grupo etário, constituído pelas seguintes instalações:

2.1 - Quatro quartos com 2 camas para raparigas (situado na parte inicial do corredor) - 8 camas.

2.2 - Quatro quartos com 2 camas para rapazes (situado na parte terminal do corredor) - 8 camas.

2.3 - Uma sala de tratamentos.

2.4 - Um refeitório.

2.5 - Um gabinete administrativo.

2.6 - Uma sala adaptada a “clube de jovens” devidamente apetrechada com equipamento próprio; (4 computadores, ligações à Internet, aparelhagem sonora, jogos, livros, etc.).

3 - Hospital de Dia (Médico / Cirúrgico) – composto por um espaço com 4 camas

 

4 - Sector Hoteleiro

Reservado a quartos para pais, constituído por 16 quartos com duas camas cada situado no 1.º andar, e com ligação à Pediatria. A Unidade de Neonatologia compartilha este sector de acordo com o regulamento interno.

 

III – PESSOAL

O Sector de Internamento de pediatria tem pessoal próprio, e que é distribuído da seguinte forma:

 

A – Sector Pediatria Médica:

 

1 Chefe de serviço / Assistente graduado – coordenador do internamento de pediatria.

2 Assistentes de pediatria e/ou Internos.

Os médicos serão distribuídos pelo serviço de uma forma rotativa de acordo com as necessidades do serviço e as suas preferências.

Cada doente é adstrito a um médico que se responsabiliza pelos cuidados prestados e por toda a informação a fornecer aos pais e médico assistente.

B – Sector de Cirurgia:

B1 – Cirurgia Pediátrica – 1 Chefe de serviço coordenadora da acção cirúrgica, que fará a respectiva coordenação com os diferentes especialistas das diferentes áreas cirúrgicas que intervêm na pediatria.

B2 – Ortopedia Pediátrica – constituído por 2 especialistas de ortopedia que orientam todas as crianças deste foro.

B3 – Otorrinolaringologia - constituída por todos os especialistas que internam, e têm a seu cargo crianças com patologia deste foro.

B4 – Oftalmologia – constituída por um especialista que dá apoio privilegiado ao serviço embora todos os outros possam internar crianças no serviço.

B5 – Outros especialistas – todos os especialistas de cirurgia podem internar e tratar crianças no serviço de pediatria, quer através do serviço de urgência, quer através de cirurgia programada, desde que devidamente articulados com a coordenadora de cirurgia pediátrica.

C – Sector de Adolescência – tem um médico responsável por esta área que faz parte da equipa da Adolescência, com formação própria.

D – Equipa de enfermagem – é constituída por enfermeiros especialistas e/ou com experiência em Pediatria, trabalha com metodologia própria tendo como instrumento de trabalho o processo de enfermagem na prestação individual de cuidados. É chefiada por 1 enfermeiro chefe especialista em Saúde Infantil e Pediátrica, nomeado pelo Conselho de Administração.

O Enf.º Chefe é responsável pela organização dos cuidados de enfermagem, e pelas Auxiliares de Acção Médica.

Trabalha em estreita colaboração com o Coordenador do Sector e o Director do Serviço de Pediatria competindo-lhe:

1 - Responsabilizar-se pela garantia assistencial dos cuidados de enfermagem com qualidade.

2 - Implementar e fomentar a apreciação do método científico de trabalho tendo em conta o conteúdo funcional de cada enfermeiro.

3 - Avaliar e determinar as necessidades do pessoal e fazer a sua distribuição e adequá-las ás necessidades existentes elaborando horário, planos de férias e distribuição diária por área de responsabilidade.

4 - Distribuir o pessoal de enfermagem aquando da elaboração da escala mensal de forma a ter um enfermeiro qualificado em todos os turnos.

5 - Garantir a existência de condições de humanização e hotelaria.

6 - Zelar pela rentabilização e correcta utilização do equipamento e controlar os consumos clínicos., hoteleiro, administrativo e farmacêutico.

7 - Zelar pelo cumprimento do regulamento estabelecido para o acompanhamento dos pais nas unidades.

8 - Incentivar e promover o trabalho em equipe realizando reuniões periódicas.

9 - Apresentar o relatório anual das actividades referentes às actividades de enfermagem.

10 - Desenvolver e realizar todo o processo de avaliação do desempenho.

etc.

 

D – Equipa de Auxiliares de Acção Médica

Assegura a limpeza e higiene da unidade e é coordenada pelo Enfermeiro Chefe a quem compete:

- Distribui-las diariamente pelas actividades do Serviço, conforme plano afixado no Serviço

- Planear acções de formação de acordo com as necessidades detectadas.

- Orientar e supervisionar as suas actividades.

- Determinar as necessidades do pessoal auxiliar e elaborar os horários e planos de férias de forma a assegurar o normal funcionamento do Serviço.

- Fazer Avaliação do Desempenho. 

 

E – Equipa de Educação – é composta pelos seguintes elementos: 1 professora do ensino básico, 2 educadoras (uma delas é coordenadora desta equipa).

F – Outros profissionais: uma assistente social que apoia o serviço, uma secretária de direcção, duas secretárias de unidade, etc. 

 

A Direcção está a cargo do Director do Serviço de Pediatria, que é responsável pela organização, política assistencial, de ensino e investigação, cuidados médicos e relacionamento com outros serviços e comunidade.

Há delegação de competências nos coordenadores das áreas médicas e cirúrgicas, que dizem respeito à responsabilidade assistencial, ensino e investigação.

Durante o horário normal de trabalho os pediatras de cada Unidade garantem a assistência às crianças internadas. Fora deste horário o apoio é garantido pela equipe do Serviço de Urgência.

Nas outras especialidades os procedimentos são de acordo com o especialista que interna a criança, e sempre que solicitado é dado apoio da pediatria médica.

Sempre que seja necessária a observação de outro especialista, este deve deslocar-se ao serviço de pediatria, de acordo com o que é norma.

Os procedimentos são desenvolvidos sempre em contribuição multidisciplinar.

Podem fazer parte desta equipe outros médicos que estejam a fazer os seus estágios, nomeadamente do internato geral, de clínica geral ou de pediatria médica, que terão orientadores de formação que deverão intervir na sua orientação.

A professora assegura a manutenção da educação escolar em ligação directa com a escola de proveniência de cada criança, e também apoia à área de adolescência. Deve deslocar-se junto dos acamados para os apoiar.

As educadoras de infância supervisionam as actividades lúdicas, tanto nos espaços próprios como ainda nas enfermarias ou parque infantil. Deverão ainda contribuir para a humanização dos espaços do Serviço duma forma visível, como tem acontecido.

A animadora cultural, se existir, deverá apoiar a sala de adolescentes e jovens em colaboração com a professora, e sempre de acordo com a responsável do sector.

Existe um acordo de parceria com a Escola Secundária Alves Martins, em que os professores nos dão apoio no Clube de Jovens, localizado na ala dos adolescentes e por outro lado o sector dos adolescentes apoia os jovens uma vez por semana deslocando-se à referida escola.

O Hospital de Dia tem um regulamento próprio aprovado pelo Conselho de Administração.

IV – EQUIPAMENTO

O ambiente é o mais apropriado para crianças, mantendo cuidados com a segurança, e a eficácia da vigilância e tratamento.

A Enfermaria de pediatria tem equipamento próprio que passo a referenciar:

-  Carro de reanimação com desfibrilhador cardíaco.

-  Um ventilador.

-  Monitores cardiorrespiratórios.

-  Bombas perfusoras.

-  Seringas infusoras.

-  Material de O.R.L. para observação de crianças deste foro

-  Um cadeirão junto de cada cama pediátrica.

Este equipamento será objecto de manutenção regular de acordo com os critérios de qualidade definidos.

 

V – MODO DE FUNCIONAMENTO

 

1 – ADMISSÃO

As crianças e adolescentes são internadas através da consulta externa, serviço de urgência, ou directamente pelo secretariado quando transferidas de outras unidades do mesmo ou outro hospital, e em internamentos programados e Hospital Dia.

Aos pais / acompanhantes e à criança é dado conhecimento das normas do serviço, em linguagem apropriada. Há acomodação para pais / acompanhantes que permaneçam durante a noite com a sua criança de acordo com as normas aprovadas pelo Hospital.

É explicada a situação clínica e tratamento à criança, em termos compreensíveis para a sua idade e desenvolvimento.

 

2 – ACOMPANHAMENTO

Existe um Regulamento do acompanhamento para a Unidade de Pediatria, Neonatologia e UICD (em anexo).

No Sector de Internamento Pediátrico cada cama possui 1 cadeirão para o acompanhante poder usar, mesmo durante a noite, se não quiser dormir na cama a si distribuída. Um dos pais tem direito a refeições gratuitas no Hospital.

Os pais são convidados a participar nos cuidados de saúde ministrados à sua criança, e a acompanhá-la ao bloco operatório e realização de exames complementares em outros serviços, quando necessário.

Quando a criança não está acompanhada pelos pais, por razões sociais ou outras, a equipe deve substitui-los nos aspectos afectivos e lúdicos nomeadamente através das educadoras que serão aqui o elo mais forte no estabelecimento destas ligações.

 

3 Processo clínico

Cada criança tem o seu processo clínico que é mantido em sala própria e privada. Os processos são protocolados, contendo motivo de internamento, registo de anamnese, exame físico sistematizado, registo dos exames complementares, hipóteses de diagnóstico ou o diagnóstico definitivo, e referência a patologia associada.

Na folha de registos clínicos devem constar os dados da visita diária, e outras visitas necessárias, com os procedimentos que devem ser efectuados. Na folha terapêutica deve constar toda a terapêutica prescrita com data, hora, via de administração, dosagem, periodicidade e data de hora de suspensão.

Existem protocolos de actuação para as "crianças em risco", em relação à dor e para as diferentes situações patológicas. Aquando da suspeita de maus-tratos a criança é internada, e fica sob a orientação de equipa da criança em risco.

Há normas do serviço em relação à antibioterapia instituída em várias situações clínicas (seguem-se as linhas orientadoras para administração de medicamentos).

O consentimento dos pais é obrigatório nas várias atitudes de diagnóstico, investigação e terapêutica. Está previsto que os pais possam recusar o tratamento / internamento da sua criança, apesar de esclarecidos dos riscos que correm com tal decisão, excepto quando a criança corre perigo de vida devendo recorrer-se então ao Procurador-geral da República para que este retire o poder paternal e se faça aquilo que é aconselhado.

 

3 – TRANSFERÊNCIAS E ALTAS

A transferência de doentes para outra unidade é feita após contacto prévio, com carta que resuma a situação clínica, e em que constem os diagnósticos, exames realizados e terapêuticas efectuadas. Sempre que possível é assegurado acompanhamento, preferencialmente, com médico e enfermeiro de pediatria e deve privilegiar-se a evacuação de urgência para outros hospitais através de helicóptero do INEM ou ambulância do INEM devidamente equipada.

A alta é programada, sendo registado o que for relevante no Boletim Individual de Saúde, e procedendo ao preenchimento de folha resumo para envio à consulta externa e / ou médico assistente. Quando há necessidade de cuidados continuados é dada preferência ao contacto prévio com o médico assistente e devem programar-se reuniões conjuntas para aferir estratégias de seguimento.

Segundo norma do Serviço,” Alta Segura”, nenhuma criança pode sair com alta sem que lhe seja garantido o transporte em segurança; pelo que, existem cadeiras auto dos vários tamanhos para emprestar, caso os familiares não a tenham no momento da alta.

 

4 - óbito

Em caso de óbito de uma criança o médico, além da emissão da Certidão de Óbito, explica as causas da morte, e o profissional de enfermagem efectua os contactos com o psicólogo / assistente social para apoio aos pais, se necessário.

Seguem-se as normas publicadas sobre política e procedimento em situação de ocorrência de óbito.

 

5 - EQUIPA DE EDUCAÇÃO

 Atribuições da Educadora de Infância no Internamento do Serviço de Pediatria.

Ocupar o tempo livre das crianças de acordo com as idades, interesses e capacidades, ajudando-as a ultrapassar a experiência do internamento, fazendo do Hospital, na medida do possível, um local de comunicação, convívio e de amizade. Organizar as festas anuais tradicionalmente comemoradas.

Apoiar os pais dando-lhe oportunidade de partilhar os seus receios e preocupações.

Incentivá-los na estimulação da criança envolvendo-os nas actividades realizadas.

Orientar estágios ligados à educação.

Organizar e apoiar as visitas de estudo que são feitas no Serviço por vários grupos de escolas e jardins-de-infância.

Trabalhar com toda a equipa do serviço nas situações do quotidiano.

Participar em congressos, seminários e acções de formação para permanecer em constante actualização.

Atribuições da Professora no Internamento do Serviço de Pediatria.

Além das tarefas já referidas, compete à professora apoiar pedagogicamente as crianças de idade escolar, e adolescentes dando seguimento aos seus currículos programático, estabelecendo ligação com os respectivos professores de forma a minimizar a ausência à escola.

Nota:

Há um guia de acolhimento no sector de Internamento que é entregue aos pais.


 

6- COMISSÕES DO SERVIÇO DE PEDIATRIA

   

GRUPO RESPONSÁVEL PELA CRIANÇA EM RISCO NO SERVIÇO DE PEDIATRIA DO H.S.T.V. 

Ø    Dr. Carlos Alberto Figueiredo

Ø    Enf.º Chefe – Adelino Rodrigues

Ø    Assistente Social – Maria José Esteves

Ø  Educadora – Mª da Conceição Magalhães

 

COMISSÃO PARA A HUMANIZAÇÃO EM PEDIATRIA 

Ø      Dr. Carlos Figueiredo

Ø      Educadora - Celeste Morgado

Ø      Enf.ª Chefe Fernanda Dias

Ø  Assistente Social - Mª José Esteves

 

COMISSÃO DE SEGURANÇA INFANTIL 

Ø      Drª Conceição Salgado

Ø      Enfª Cesaltina Rodrigues

Ø      Educadora - Mª da Conceição Magalhães  / Celeste Morgado

Ø Secretária – Isabel Miranda

                          Revisto em Fevereiro - 2009

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