Neonatologia  - Regulamento

Início

 

Anterior

Regulamento

É uma unidade funcional integrada no Serviço de Pediatria do H.S.T. de Viseu vocacionada para o atendimento de recém-nascidos de pré-termo ou de termo até 28 dias de idade ou idade corrigida que necessitam de vigilância ou tratamento, nascidos na maternidade do H.S.T. de Viseu, outros hospitais geograficamente periféricos, maternidades centrais ou outros com mais de 28 dias que possam necessitar de cuidados intermédios intensivos transitórios.

A assistência prestada pela unidade faz-se nas seguintes áreas geográficas hospitalares a considerar:

·        Unidade de Cuidados Especiais de R.N. (U.C.E.R.N.);

·        Sala de Partos;

·        Bloco operatório;

·        Enfermaria de Obstetrícia A e B ou outros locais onde possam estar internados acompanhados pela mãe de modo transitório;

·        Consulta Externa de Pediatria.

 Funciona 24 horas por dia com pessoal médico e de enfermagem especialmente treinado.

Coordenação da Unidade de Neonatologia

Por indicação do Director do Serviço de Pediatria e nomeação do Conselho de Administração é nomeado um Coordenador da Unidade ou Chefe de Serviço de Pediatria ou Consultor com competência ou experiência em Neonatologia ou Cuidados Intensivos.

É da responsabilidade do Coordenador:

1.      Coordenar a equipa Médica e a assistência prestada no espaço da Unidade;

2.      Decidir dos critérios de exequibilidade de internamento e de altas;

3.      Os protocolos terapêuticos a ser aplicados nesta área hospitalar;

4.      Relação com outras Unidades do Serviço ou do Hospital;

5.      Avaliar os dados estatísticos, no de admissões, demora média, patologia, transferências, mortalidade e qualidade total;

6.      Ligação ao Serviço de Obstetrícia e a comunidade na sua componente profissional e ético-social;

7.      Propostas de ensino e investigação;

8.      Responsável pela qualidade dos cuidados médicos prestados e pela política de assistência praticados;

9.      Resolver todos os conflitos interpessoais, que possam existir na Unidade;

10. De promover reuniões quadrimestrais de avaliação e coordenação.

 

Equipa Médica

Constituída por:

    

1 Coordenador (Chefe de Serviço de Pediatria)

6 médicos com treino e experiência em neonatologia.

Distribuídos por 2 grupos que alternam de 4 em 4 meses, pela U.C.E.R.N. e enfermaria de Obstetrícia.
 
Modo de Funcionamento

 Equipa médica

Tem obrigatoriedade de abrir o processo clínico de internamento, de passar visita diária, registar os dados de observação e prescrever cuidados e medicação adequada e compilar e tratar dados estatísticos referentes à unidade, preencher folhas de alta, enviar faxes de sinalização aos Centros de Saúde, médicos assistentes e Instituições de apoio.

Colher dados estatísticos, número de admissões, dados de mortalidade e de morbilidade neonatal e análise desses dados.

Na área da enfermaria de Obstetrícia devem estar disponíveis para ensinar e fornecer informações às mães para uma melhor interacção mãe e filho. 

De informar os pais sobre a doença do RN e obter o seu consentimento livre e esclarecido para actos médicos que em si venham a ser exercidos sobre aquele.

De informar e prestar apoio aos pais e informar a família e / ou médico assistente e de família em caso de falecimento.                              

Os cuidados à urgência da sala de partos e bloco operatório no horário das 9 às 13 horas estarão a cargo do grupo residente da U.C.E.R.N.

Os RN das cesarianas, programadas, serão assistidos pela equipe residente nas enfermarias.

Entre as 14 e as 17 horas haverá sempre que possível uma escala própria para a urgência de Neonatologia, enfermaria e U.C.E.R.N.. Noutras situações a equipe da Urgência Pediátrica será responsável pela assistência prestada.

A equipe da Unidade de Neonatologia assegura a efectivação das Consultas Externas de Neonatologia, Risco Social ou Alto Risco Neonatal e o RN tem direito a um processo clínico individualizado.

Ensino / Investigação

A Unidade de Neonatologia tem obrigatoriamente de prestar ensino aos elementos de enfermagem Geral / Pediatria ou médicos do Internato Geral ou Complementar de Pediatria / Medicina Familiar.

Internato de especialidades ou outros médicos que queiram melhorar em pós-graduação os seus conhecimentos em Neonatologia.

Obriga-se a colaborar em áreas de investigação o  Serviço de Pediatria do Hospital  ou outras Instituições  Regionais ou Nacionais.

1.      Registo Nacional de Malformações;

2.      Registo Nacional de Mortes Perinatais;

3.      Registo Nacional de M.B.P.;

4.      Registo Nacional de Malformações Urológicas, (dilatações pielocaliciais);

5.      Registo Regional de Asfixia;

6.      Colaboração Grupo Nacional de Vigilância V.I.H.;

7.      Colaboração na U.C.F. de Viseu;

8.      Reunião anual com I.N.E.M.;

9.      Colaboração em geral com o C.E.P..

10. Os trabalhos de investigação devem ser propostos ao grupo que discutirão os seus fins e pressupostos éticos e o propor-lo-ão a nível superior.

Formação

Devem programar-se periodicamente cursos de Formação na área da Neonatologia dirigida por médicos e enfermeiros para uma actualização no sentido da melhoria de cuidados prestados.

Regulamento

Unidade de Cuidados Especiais de RN (U.C.E.R.N.)

Unidade com espaço próprio e fechado, na geografia hospitalar, com internamento e dotado de recursos humanos médicos, de enfermagem, de acção médica e administrativos.

Tem como fim vigiar, tratar RN de pré-termo ou termo de risco que necessitem de tratamento ou vigilância médica, semi-intensiva ou intensiva que não possa ser prestada noutra área da Unidade.

Dotada de 6 incubadoras com capacidade de monitorização de frequência cardíaca, respiratória, tensão arterial e gases, 2 lugares de ventilação assistida, 12 berços e 7 aparelhos de fototerapia, 1 incubadora de transporte e de outro material necessário e apropriado.

Funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano.

Equipa Médica - é constituída por três elementos médicos que alternam de quatro em quatro meses com os médicos residentes nas enfermarias de Obstectrícia.

Equipa de enfermagem - com equipa própria, chefiada por uma Enfermeira Chefe com especialidade em Saúde Infantil e Pediátrica, nomeada pelo Conselho de Administração.

A Enfermeira Chefe é responsável pela organização dos cuidados de enfermagem, pelas Auxiliares de Acção Médica.

Colabora e trabalha em estreita colaboração com o Coordenador da Unidade e o Sr. Director do Serviço de Pediatria, com vista ao bom funcionamento da Unidade.

A Equipa de Enfermagem é constituída por Enfermeiros especialistas de Pediatria e/ou experiência em Neonatologia ou Cuidados Intensivos, e trabalha com metodologia própria tendo como instrumento de trabalho o processo de enfermagem na prestação individual de cuidados.

Auxiliares de Acção Médica que prestam os serviços de limpeza, apoio e mensagem na Unidade.

Secretária Administrativa que assegura o registo dos RN e outro apoio administrativo do secretariado.

ADMISSÃO DE DOENTES

Princípios Gerais:

O internamento na Unidade exige um prévio contacto e discussão, no período da manhã, das 9 às13 horas, com o médico residente.

O doente deve ser acompanhado de enfermeira e do processo clínico.

O transporte do RN do Bloco Operatório, deve ser feita em incubadora de transporte.

 Critérios de admissão

              ·      Prematuridade com peso inferior a 2000 g ou superior que necessitem de vigilância ou tratamento.

·      RN de termo doente ou em risco, que necessite tratamento, intensivo ou avaliação e estabilização.

·      Hiperbilirrubinémia precoce ou que não seja controlada no piso, quer pela gravidade ou incapacidade de realizar a fototerapia.

·      RN transferidos de outras Unidades periféricas que necessitem de estabilização ou vigilância apropriados.

·      RN de termo ou prematuros transferidos de maternidades Centrais para prosseguirem tratamento.

·      RN com malformações que necessitem de cuidados especiais, de alimentação e de estudo para avaliação.

·      Tem prioridade os RN que têm necessidade de monitorização em detrimento de RN em estados terminais nomeadamente com malformações que sejam incompatíveis com boa qualidade de vida de futuro.

·      Crianças até aos 3 meses de idade que tenham necessidade de cuidados intermédios ou intensivos.

TRANSFERÊNCIAS

As transferências da Unidade para Maternidades Centrais/ UCI, devem--se fazer em condições adequadas, via INEM, ou depois de avaliado caso a caso em ambulância apetrechada com devido acompanhamento.

1.   Serão transferidos RN pré-termo ou termo que tenham necessidades de cuidados especiais ventilatórios de modo continuado. 

2.   Situações clínicas que necessitem de cuidados intensivos prolongados.

3.   Situações clínicas que necessitem de avaliação de especialidades não existentes no nosso Hospital nomeadamente, Neurocirurgia, cirurgia neonatal, doenças metabólicas, genética, neurologia e cardiologia.

4.   Situações clínicas que necessitem de alimentação parentérica prolongada.

5.   RN que necessitem de avaliação por equipa multidisciplinar no exemplo da espinha bifida.

6.   O doente deve ser acompanhado de processo ou informação clínica adequada para um melhor atendimento no Hospital que o recebe e deve haver contacto prévio pela equipe receptora.

7.   A transferência é decidida com informação aos pais, fornecendo dados de transferências, perspectivas e necessidades.

CONSULTAS NO EXTERIOR

Quando a Unidade, o Serviço de Pediatria ou outros Serviços do Hospital não sejam capazes de dar um atendimento científico adequado, ou para melhor esclarecimento da situação pode ser pedida opinião a outros Serviços Médicos do País.

Devem ser proporcionadas a todos os recém-nascidos nas Maternidades Centrais ou os internados na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, as suas consultas de Follow-up ou de tratamento nessas Instituições desde que sejam asseguradas todas as condições de transporte estável e desde que não possam ser adiadas para outra data.

Os recém-nascidos devem ser acompanhados de enfermeiro especializado em Pediatria com experiência em neonatologia, após avaliação dos riscos de transporte.

Deve ser pedida autorização para o respectivo transporte, devendo o RN ser acompanhado de resumo de internamento e dos objectivos da consulta.

CRITÉRIOS DE ALTA

·      Prematuros com peso superior a 2000 g, estabilizados.

·      Todos os RN que sofreram tratamentos que possam ter alta em condições de cuidados apropriados e adequado no domicílio ou instituição.

·      Antes da alta devem ser assegurados todos os pressupostos médicos, familiares, económicos e sociais para ter em conta uma boa evolução.

·      Transporte seguro em cadeiras própria para automóvel segundo norma do serviço

·      Antes da alta e atendendo ao Plano Nacional de Vacinas, deve ser vacinado quando possível, com as vacinas disponíveis e adequadas, e teste de diagnóstico precoce.

·      Rastreio auditivo a todos os RN (s) que é registado no Boletim de Saúde.

·      Em situações de risco social ou biológico devem ser programadas consultas de seguimento, enviadas informações sobre o internamento e plano, ao Médico de Família ou Assistente e sinalizadas ao Serviço Social de Apoio.

·      Fazer acompanhar o doente de carta de alta.

Para suporte do processo de enfermagem é utilizado:

·       Folha de observação inicial que deverá vir preenchida do Bloco de Partos/ Bloco Operatório/ Urgência Pediátrica. Se proveniente de outro deverá ser preenchida logo que a mãe esteja disponível, a primeira avaliação do RN é feita de imediato e transcrita.

·       Folha de registos de enfermagem – são duas, estas específicas da Unidade (Mod. 477 / 478), que inclui registos para as 24 horas.

·       Se o bebé não vem com identificação deve ser feito de imediato.

·       Regista a realização de exames complementares de diagnóstico.

·       Registo de manobras invasivas.

·       Estabelece plano de cuidados.

·       Avaliação e notas de evolução.

·       Registo de parâmetros vitais.

·       Registo de sinais de dificuldade respiratória.

·       Registo de saturação (FiO2)

·       Registo de Aporte Hídrico.

·       Ensino para integração da mãe/ pai e família e visitas.

·       Dialogar com a mãe sobre as perspectivas do internamento do RN e explicar o porquê de tantos fios e aparelhos.

·       Integrar a mãe no espaço físico, acesso ao lar e refeitório, assim como horários das refeições.

 

Cima