Urgência  Pediátrica - Regulamento

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Regulamento

1º- O Sector de Urgência Pediátrica (SUP) é uma unidade funcional dependente do Serviço de Pediatria e integrada na Urgência Geral do Hospital de S. Teotónio de Viseu.

2º- O Sector de Urgência Pediátrica tem como objectivo, a prestação de cuidados urgentes e de forma continuada a todas as crianças e jovens até aos 16 anos de idade, sem prejuízo do atendimento se fazer até aos 18 anos, de acordo (com as recomendações nacionais e internacionais) com o Relatório Nacional de Saúde Infantil.

3º- O S. U. Pediátrica tem instalações próprias nomeadamente: Recepção/Secretariado, Sala de Espera, Sala de Triagem, Salas de Observação, Sala de Pequena Cirurgia, Sala de Gessos, Unidade de Internamento de Curta Duração (U. I. C. D.), etc.

4º- O S.U.P. terá um Coordenador a nomear pelo Director Clínico, sob proposta do Director do Serviço de Pediatria, pelo período de um ano que poderá ser renovável, escolhido dentre os Chefes de Serviço, Assistentes Graduados ou Assistentes de Pediatria médica ou cirúrgica.

5º- A Direcção do S.U.P. compete ao Coordenador, sem prejuízo das competências do Director da Urgência Geral e do Director do Serviço de Pediatria e, ainda, da competência específica da Enf.ª Chefe. Assim, o Coordenador deve orientar o S.U.P. de modo a obter a melhor eficiência dos meios humanos e técnicos disponíveis, uma assistência humanizada, de boa qualidade e ainda a elaboração das escalas dos médicos da urgência.

6º - O S.U.P. tem pessoal de enfermagem, administrativo e auxiliar próprios e as equipas médicas são escaladas rotativamente de entre todos os médicos do Serviço de Pediatria: Pediatras e Internos da Especialidade.

7º - A equipe médica é constituída por 5 médicos assim distribuídos:

                        2 Médicos Pediatras das 09.00 ás 09.00 Horas

1 Médico Pediatra das 09 ás 24.00Horas e prevenção das 00H ás 09Horas.

1 Médico Pediatra/Clínico Geral /Interno das 14.00 às 24.00 Horas

nos dias úteis e das 09:00 às 24.00 Horas nos sábados, domingos e feriados, (Escala de apoio).

                        1 Médico Pediatra/Interno /Clínico Geral das 21.00 ás 09 Horas nos dias úteis e das 09:00 às 09:00 Horas nos sábados, domingos e feriados. (Autorizado em Conselho de Administração em 12 de Fevereiro de 2007 e que se anexa.

Em todas as equipas e em todos os dias há um clínico geral, pertencente aos Centro de Saúde do Distrito, que vêm prestar 12 ou 15 horas de serviço semanais, em escala própria, respectivamente nos dias úteis, fins-de-semana e feriados. Em alternativa podem ser escalados internos ou pediatras se houver disponibilidade para tal e que será o nosso objectivo final. No futuro vamos providenciar no sentido de um dos Pediatras ficar disponível para a Unidade de Cuidados Especiais Pediátricos, Sala de Partos e emergência Pediátrica, de acordo com a sua formação especifica, (nomeadamente ciclo de estudos especiais neonatais, suporte avançado de vida experiência em cuidados intensivos etc..)

8.º- O chefe de equipa, normalmente é o mais graduado que está escalado, ou se ambos forem só Assistentes Hospitalares, será aquele que estiver das 9 horas às 24 horas, sendo o responsável pela ligação com a chefia da Urgência Geral e também por toda a urgência interna da Pediatria Internamento, UICD, Maternidade/Neonatologia, etc.

Orientará a resposta a dar a cada sector de acordo com a melhor eficácia. Os restantes elementos ocupar-se-ão da urgência externa e participarão na urgência interna de acordo com orientação do chefe de equipa

9º - Os doentes após a inscrição no secretariado são triados por uma Enf.ª ou Médico, com vista a avaliar a maior ou menor gravidade da situação, estabelecendo assim a prioridade na observação médica. Nessa triagem é avaliada a temperatura, o peso e outras observações consideradas relevantes e anotadas no boletim de inscrição no Serviço de Urgência.

10º - Os doentes que venham referenciados pelo seu médico assistente com carta, terão prioridade sobre os outros doentes, excepto se na triagem se detectar uma maior urgência numa outra criança, mesmo não referenciada.

11º - Os doentes que entrem no Serviço de Urgência e precisem de cuidados imediatos (convulsões, coma, acidentes, infecções graves, choque, intoxicações) entram de imediato na sala de reanimação devendo a Enf.ª da triagem pedir ajuda à restante equipa médica, de enfermagem e pessoal auxiliar de acção médica. Logo que o doente esteja estabilizado deve ser encaminhado para a U.I.C.D., U.C.E.P. (quando estiver definido o seu funcionamento) ou Internamento.

12º - Se após a observação clínica, se entender necessária a colaboração de outro especialista, este deve ser contactado para que se desloque à Urgência Pediátrica, onde o doente deverá ser observado.     

13º - A sala de reanimação tem que estar sempre operacional para atender de forma eficaz qualquer situação de emergência. A verificação de material de reanimação, dos fármacos e o funcionamento de todo o equipamento é da responsabilidade da Enf.ª Chefe do Serviço de Urgência Pediátrica ou da responsável de turno na ausência desta.

14º - Pelo que fica dito no número anterior, a sala de reanimação não pode servir para fazer consulta, nem para sala de observações.

15º - A U.I.C.D., tem uma lotação de 6 (seis) camas. Neste número estão incluídas camas para crianças e adolescentes, berços e uma incubadora, para pequenos lactentes ou RN.

16º - Nesta unidade (U.I.C.D.) são internadas crianças e adolescentes dos 0 aos 16 anos, sempre que se preveja no acto de admissão que a hospitalização não irá exceder mais que 24/48 horas ou ainda perante situações em que há dúvidas se o internamento na enfermaria se vem ou não a justificar. Logo que esclarecida a situação, deverá sair da U.I.C.D., não ultrapassando as 24 horas e só excepcionalmente as 48 horas. O destino será o Internamento, Neonatologia, encaminhamento para a Consulta Externa, alta para o domicílio ou transferência para outro hospital.

17º - Sempre que a lotação da U.I.C.D. (6 lugares) estiver esgotado, o médico de serviço avaliará qual dos doentes estarão em condições de transitar para o Internamento ou Neonatologia.

18º - Quando a situação clínica do doente justificar a sua transferência para um Hospital Central, este deverá ir acompanhado por um  ou dois  Enf.ºs, ou ainda por um Médico e Enf.º, de acordo com o que for mais ajustado ao quadro clínico do doente. Nas situações mais críticas, deverá ser feita a transferência  via INEM,  contactando o Hospital Pediátrico, ou por helicóptero de acordo com protocolo estabelecido com CODU. Poderá ainda o doente ser transferido de ambulância e acompanhado, apenas por familiares, se isso for considerado pelo médico que transfere. (Ordem de Serviço n.º 3).   

19º - Se, para esclarecer determinada situação clínica, o médico precisar de recorrer a exames complementares, nomeadamente, análises ao sangue e Uricult, é obrigatório abrir uma ficha específica para esse fim, onde deverá ficar registada uma breve descrição da situação clínica e os resultados se entretanto forem conhecidos. Se os resultados laboratoriais, vão ser conhecidos mais tarde ou nos dias seguintes ou se é considerado oportuno reavaliar o doente no dia, ou dias seguintes, então essa ficha ficará guardada nos “Pendentes” após ter sido dada alta administrativa Sempre que o doente seja reavaliado nesta situação, deverá estar presente a sua ficha e só terá alta dos “Pendentes” após o doente ser esclarecido e orientado.

20º - Sempre que um doente com ficha nos “Pendentes” volta para ser reavaliado, deve inscrever-se de novo no S. Urgência.

21º - Os Uricults são efectuados pela Enf.ª no S.U., só aos doentes inscritos ou internados na U.I.C.D. A leitura destes, deverá ser efectuada todos os dias de manhã e registados no respectivo livro.

22º - Os doentes quando entram para ser observados no S.U. podem ser acompanhados pelos seus pais, ou seus representantes que tenham ligação à criança ou jovem. As crianças mais velhas e os adolescentes podem ser observados sozinhos se manifestarem esse desejo.

23º - Na U.I.C.D. não são permitidas visitas, excepto o acompanhamento de ambos os pais ou seus substitutos. O pai, a mãe ou seu substituto legal que acompanha o filho na U.I.C.D., (um deles) tem direito às refeições que se verificarem durante a permanência do seu filho nesta unidade.

24º - Os pais têm para descansar, enquanto acompanharem os filho na U.I.C.D., um cadeirão situado junto à sua cama. Só um dos pais pode acompanhar o filho durante a noite, excepto em casos devidamente justificados e em que os pais sejam de longe ou a situação clínica o aconselhe pode ser atribuído um quarto  no sector a eles destinados. Devem colaborar com a equipe médica e de enfermagem nos cuidados a prestar ao seu filho: alimentação, higiene e medicação. Todas estas orientações estão contidas no Boletim de Acolhimento da U.I.C.D. duma forma mais específica e orientada.

25º - Há disponíveis pequenas refeições para as crianças e para os pais que aguardem no S. Urgência o resultado ou a execução de algum exame complementar. A gestão desta refeição é da responsabilidade da Enfª Chefe ou responsável de turno, na ausência desta. Pretende-se com esta medida atender, também, situações sociais e familiares, cuja passagem pelo S. U. seja mais demorada, ocorra a horas de refeições, longe do domicílio e sem suporte familiar.

26º - A equipe médica e de enfermagem em serviço no S. U. deve pedir a colaboração da Assistente Social, sempre que a história social e familiar mereça uma avaliação mais detalhada.

Disposição Final

Médicos, Enfermeiros, Pessoal Auxiliar de Acção Médica e Administrativos, devem pugnar sempre para que todo o espaço do S. U. seja humanizado e acolhedor para todos, atendendo os doentes e seus familiares com a atenção, delicadeza e a compreensão que cada pessoa nos merece.

Entendendo que o sofrimento, a angústia e a insegurança que doentes e familiares manifestam, leva-os a confiar na nossa ajuda, na nossa competência como técnicos e no nosso respeito, como pessoas responsáveis e profissionais, que todos devemos assumir.

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